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sábado, 12 de novembro de 2011

Para fazer RÁDIO COMUNITÁRIA com “C” maiúsculo



Embora as rádios comunitárias, de um modo geral, sejam geridas com muito sacrifício e Dedicação de voluntários, nem tudo precisam ser feito sozinho, de modo isolado. Existem funções que podem ser divididas na realização de um programa.

Há um aspecto muito positivo nisso, pois permite a integração e aproximação de participantes, estimulando o trabalho coletivo. Além disso, pode ser uma forma de facilitar a vida dos envolvidos e qualificar o programa, pois o trabalho fica dividido, tem mais cabeças para pensar e experiências Para compartilhar. As funções mais comuns no exercício da radiodifusão são:

Produtor: é aquele que prepara o programa para ser apresentado. Faz a pesquisa e monta o texto, Prepara as Músicas, marca as entrevistas e confirma Tudo para ver se na hora vai dar tudo certo;

Apresentador ou Locutor: é o que fala no microfone, lê o texto, improvisa, e faz comentários;

Repórter: é o que sai para coletar as informações, investigando através de entrevistas e pesquisa;

Técnico de som ou operador: é o responsável pela operação dos equipamentos no estúdio, descritos anteriormente.

Acontece que muitas vezes uma só pessoa faz tudo isso nas rádios comunitárias devido à escassez de voluntários para ajudar. O mais importante é que cada etapa da construção do programa seja planejada, para que a qualidade seja a melhor possível.

É importante pelo menos fazer a pesquisa e o roteiro, conforme vamos aprender mais adiante. Caso for possível e viável financeiramente, seria muito interessante a rádio contratar profissionais que pudessem dedicar-se às tarefas mais técnicas. 

Isso propiciaria mais tempo e disposição para a comunidade protagonizar a comunicação, através da criação e participação nos programas. Mas duas restrições devem ser observadas neste sentido.

 Estes profissionais devem ser preferencialmente contratados entre os moradores da comunidade, privilegiando a geração de renda junto à área de transmissão da rádio e estimulando a busca por formação adequada. Além disso, esta proximidade é muito importante para garantir a familiarização com os assuntos da comunidade.

 E este procedimento também prestigiaria as categorias da área de comunicação, abrindo caminhos para um novo nicho de mercado para este tipo de profissional, quase sempre recrutado pela grande indústria da comunicação. Uma segunda restrição diz respeito ao papel destes profissionais na rádio comunitária, que deve ser estritamente técnico, como um funcionário da emissora.

 É preciso ficar sempre atento ao fato de que a gestão da rádio deve ser exercida coletivamente, de modo a evitar um encastelamento tecnocrático por parte destes. Como morador da região, este profissional pode participar das decisões, mas jamais pode reivindicar privilégios em função do seu posto.

A programação em si, é o conjunto ordenado de tudo o que é transmitido pela rádio, ou seja, todos os programas veiculados. Não existe uma regra fixa sobre os tipos de programas para rádio. Os diversos tipos podem confundir-se, dependendo da criatividade empenhada na produção e até de ponto de vista. Mas, para fins didáticos, citamos alguns tipos mais comuns, conforme o que é veiculado nas rádios comunitárias:

Noticiários
São os programas de divulgação de notícias, mais vinculados à prática padrão do jornalismo. Na rádio comunitária, é importante dar destaque às notícias da comunidade, do município e da região.

Musical
Os programas só de música são o exemplo mais comum deste tipo de programa.
Mas é possível, por exemplo, produzir programas de humor, com um locutor divertido e/ou um bom contador de piadas. Existem as radio novelas, por exemplo, que fez muito sucesso no passado, mas hoje em dia são muito raras.

Esta experiência já foi resgatada em algumas rádios comunitárias. Pode-se também realizar programas com jogos, perguntas e testes de conhecimento, distribuindo brindes que podem ser doados por estabelecimentos da região. Neste tipo de programa, o limite é a criatividade de quem o faz.

 Da redação com repórter Pedro Júnior

Um comentário:

Anônimo disse...

adorei as informações sobre como fazer um bom programa em uma rádio coumunitária e principalmente a importância de valorizar pessoas do lugar onde está a rádio.