Na abertura do primeiro pregão de 2015, o dólar opera
em alta em relação ao real. Perto das 13h50, a moeda norte-americana tinha alta
de 1,38%, cotada a R$ 2,6954 na venda.
A mudança no programa do BC deixa claro que, com o câmbio
nesses níveis, ele não vai brigar para fazer o dólar cair", disse o
superintendente de câmbio da corretora TOV, Reginaldo Siaca. "E com pouca
gente no mercado e sem mais notícias, o mercado aqui acaba se alinhando com lá
fora", acrescentou.
A perspectiva de que o Federal Reserve, banco central
norte-americano, eleve os juros neste ano tem impulsionado a divisa norte-americana
globalmente. Essa expectativa contribuiu para levar o dólar às máximas em quase
dez anos ante o real e espera-se que o câmbio siga pressionado nos próximos
meses.
Na terça-feira, o BC anunciou que continuará intervindo
diariamente no câmbio, mas reduzirá a oferta para 2 mil swaps cambiais,
equivalentes a US$ 100 milhões, contra os 4 mil contratos que vinha ofertando
diariamente. A autoridade monetária também ressaltou que poderá "realizar
operações adicionais de venda de dólares através dos instrumentos ao seu
alcance".
O dólar fechou em queda frente ao real nesta terça-feira
(30), na última sessão do ano. A desvalorização foi de 1,79%, a R$ 2,6587 na
venda. Mas a moeda acumulou valorização de 12,78% no ano, em relação ao
fechamento de 2013, no dia 30 de dezembro, quando o dólar era negociado a R$
2,3575.
A maior cotação do ano foi de R$ 2,7355, no último dia 16
de dezembro. Com a alta anual, o dólar foi o melhor investimento de 2014. Na
outra ponta, a bolsa brasileira apresentou o pior desempenho entre as
aplicações financeiras, com queda de 2,91% no ano, seguida do euro, que sofreu
desvalorização de 0,73% frente ao real.
Por G1 Economia

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